quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Coadjuvante



Buenas!

Demorei um pouquinho para voltar aqui devido a estrondosa repercussão do meu último texto. Olha, estou me achando quase uma destas sub-celebridades da web depois que resolvi acariciar com palavras os dois candidatos à prefeitura de Florianópolis. Estou até agora estupefato, não esperava tamanha audiência! Tive na tarde de ontem, após a divulgação do texto no Facebook dos meus amigos Jean Mafra e Rafael Lange, mais acessos do que nos últimos dois meses! Como deixei claro no fim do texto, o objetivo deste blogue não é tratar de política, e sim da espera pelo meu bebê que há de chegar em junho do próximo ano, mas apenas para encerrar o assunto, faço mais duas observações sobre o caso:
1 – Antes de publicar o texto, ainda no primeiro turno, enviei email para os dois candidatos questionando sobre algumas das propostas que trato no post, nenhum deles me respondeu.

2 – Ontem, dia 24/10, ambos os candidatos confirmaram presença num debate que seria realizado na Associação Catarinense de Medicina – ACM. Nenhum dos dois compareceu.
Vamos ao que (me) interessa!

Oito semanas, nosso bebê está a todo vapor dentro da linda barriguinha da mamãe! Pálpebras, orelhas, lábio superior e a pontinha do narizinho que há de ser o mais lindo de todos, estão em avançada fase de formação. Os incipientes bracinhos e perninhas já mostram mini-cotovelinhos e joelhinhos. Nas suas extremidades, pequenas pontinhas que em breve serão os dedinhos do nosso bebê. A mamãe tem sofrido diariamente com os enjoos e vômitos, ela sofre e eu fico sadicamente feliz, pois sei que isso significa que com o nosso bebê está tudo ótimo! Faço o que posso para ajuda-la com as coisas da casa, ainda que tarefas domésticas não sejam exatamente um talento meu, mas tenho me esforçado.  Os desejos, por enquanto, estão tranquilos e bastante fáceis de serem realizados, como Big-Mac, galeto com polenta e pão de trigo com margarina.
Ela, a mamãe, está linda! Incrível como mulheres grávidas ficam com uma beleza toda diferente, especial. Talvez sejam meus olhos que se encantam cada vez mais sempre que penso que ali dentro dela estamos nós dois misturados, mas ela tem amanhecido rotineiramente mais linda do que estava no momento em que adormeceu.

Por que estou falando dela? Por que sei exatamente qual o meu lugar daqui pra frente: o de coadjuvante!
Pois é, meus caros, este é o papel que nos é reservado na beleza da concepção de uma nova criaturinha, o de coadjuvantes. Faz parte da vida, e por isso que ela é feminina, por que é bonita, delicada e sensível, como está cada dia mais a Priscilla.

Mas não afirmo minha coadjuvância com dor de cotovelo, pelo contrário, tenho muito orgulho dela! A nós, progenitores, nos resta assumirmos e interpretarmos da melhor maneira nosso papel, tomando todos os cuidados para sabermos que coadjuvante não é figurante.
É uma questão antropológica, eu diria. Homens são, por via de regra, os provedores, as mulheres as mantenedoras. Claro que em tempos modernos os papéis já não são fixos, a polivalência dos atores é indispensável em diversos momentos. Assim como no momento tenho que atuar não só como provedor, mas também como mantenedor, para que a mamãe tenha seus desconfortos minimizados o máximo possível, ela também em diversos momentos fez, faz e de certo fará, o papel de provedora sempre que necessário for.

Assim é a nossa vida a partir de agora, amigo, pra sempre coadjuvantes. Na cena de maior emoção desta super-produção, é para ela – a atriz principal - que as câmeras estarão voltadas, mas se perceber bem no enquadramento da câmera, apareceremos ali no cantinho, segurando a mão da grande estrela enquanto ela se contorce de dores, mucos e felicidade. Mas nada de desânimo, afinal de contas basta fazer nosso papel direitinho que ainda podemos, quem sabe, ganhar um Oscar pela nossa participação.
Mas não vá se empolgar com a história do Oscar, meu caro. A gravidez vai avançar, a barriga vai crescer, todo mundo vai querer acariciar a barriga da mãe na expectativa de um chute do bebê, mas por melhor que seja a sua atuação, ninguém vai acariciar o saco do pai com os olhos marejados por saber que foi de lá que o neném surgiu.

3 comentários:

Priscilla G. R. Mattos disse...

E quem cogitar acariciar o saco do papai morre!!
No mais, tuas palavras são lindas meu amor. Tens sido um marido/pai perfeito!

Te amamos muito!!

Bruna Rafaella disse...

Ohh é tão bom acompanhar o bebê!
Muito lindo esse diário do papai-babao!
Estou muito feliz por vocês!
Agora acariciar o saco do papai! Kkkkkkkk essa foi boa!
É melhor a barriga da mamãe, não vamos fugir da rotina-gravidez!

Kah Andrade disse...

Coadjuvante também ganha Oscar! E se não for ele para apoiar e cuidar da(s) grande(s) estrela(s), quem o fará?
Parabéns, adoro vocês!