sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Resumão dos contos de fadas


Em épocas de internet, blogue, microblogue, não há mais tempo para perder com besteiras, coisas superficiais e desnecessárias como a leitura, por exemplo.

Logo, para resolver este problema, segue abaixo um resumão de alguns dos principais contos de fadas, deste modo quando você tiver filhos, poderá contar estas famosas histórias de uma maneira bastante sucinta e objetiva:

Rapunzel – Esta história foi a primeira tentativa da indústria da beleza – que hoje escraviza homens e mulheres pelos quatro cantos do mundo criando padrões estéticos cada vez mais difíceis de serem alcançados – de manipular as feições femininas. O que até então acreditava-se ser um conto de fadas é, na verdade, uma astuta campanha de marketing de uma grande empresa do segmento de implantes, recuperação e fortificação capilar. Rapunzel foi a primeira mulher do mundo a utilizar mega-hair, mostrando que não só as emendas dos fios de cabelo não ficavam aparentes – afinal de contas até hoje ninguém havia notado - como ainda eram extremamente resistentes, capazes até de suportar um homem escalando uma torre enorme, apoiando-se apenas nos novos cabelos da donzela. Rapunzel é, na verdade, a marca da empresa. O slogan, se eu não me engano, era algo como: Com mega-hair Rapunzel, você será capaz de levá-lo ao céu!

Chapeuzinho Vermelho – Essa história é, na verdade, a primeira versão de Lolita. Por anos acreditou-se que o vilão era o Lobo, mas não era. Ele era a grande vítima, mas por um erro de tradução e interpretação, acabou sendo marginalizado. Chapeuzinho Vermelho era uma Periguete do Rio de Janeiro que ralava até o chão em tudo que era baile funk. Durante o dia ficava na praia, bronzeando-se com um biquíni fio-dental cujos lacinhos da calcinha iam até quase a altura do sovaco, para que quando ela usasse sua mini-saia vermelha, a marquinha do biquíni ficasse aparente. Numa destas ensolaradas tardes cariocas, Chapeuzinho Vermelho conheceu um turista alemão chamado Johan Strudel Wolf, que se apresentara à ela como Sr. Wolf. A periguete, orientada pela sua agenciadora, uma velha que atendia pelo nome de vovó Jacutinga, seduziu o gringo e arrastou-o para um motel na Barra da Tijuca. Lá chegando, quando ainda estavam nas preliminares, ela rebolando para o gringo babão, foram abruptamente interrompidos por uma batida da polícia federal no motel. Sr. Wolf, que tentava em vão argumentar dizendo que a pequena havia lhe assegurado que tinha 18 anos, foi em cana. Chapeuzinho, que na verdade tinha apenas 16 anos, foi solta logo em seguida. Vovó Jacutinga ainda hoje agencia adolescentes para o mercado de prostituição infantil da Namíbia.

Peter Pan – Outra história que teve sua verdadeira versão prejudicada por erros de tradução e interpretação. O Capitão Gancho era o mocinho, um policial do BOPE que perseguia pedófilos pelos quatro cantos do mundo. Peter Pan era um ex-astro bi-color da música pop, que seduzia meninos inocentes para sua chácara encantada, onde todos poderiam fazer o que quisessem, desde que sentassem no colinho do titio, e tirassem a roupa para tirar umas fotinhos. Recentemente a Interpol prendeu Peter Pan na Tailândia, após persegui-lo durante anos e conseguir, com a ajuda de um moderníssimo programa de computador, reverter a distorção que havia feito na sua imagem, tentando camuflar seu rosto sempre que divulgava na internet as fotinhos que tirava dos meninos. O Capitão Gancho, cujo nome verdadeiro é Olavo Wagner Moura Nascimento, adotou o nome de Capitão Nascimento e, recentemente, fez relativo sucesso nas telas do cinema nacional.

Pinóquio – Mais uma jogada de marketing de uma grande indústria. Giancarlo Gepetto é o proprietário de uma das maiores indústrias de brinquedos e acessórios sexuais destinados ao público feminino. Sua indústria, a mundialmente conhecida: “Grelo Falante” , desenvolveu o primeiro boneco para uso sexual destinado às mulheres. Como se sabe, homens apreciam a maciez das mulheres, em função disso as bonecas destinadas a eles são infláveis. Sempre inovador, Gepetto detectou uma grande oportunidade, um segmento de mercado ainda não explorado pelos seus concorrentes. Após realizar uma detalhada pesquisa mercadológica, Gepetto detectou que, assim como os homens apreciam a maciez das mulheres, as mulheres apreciam a rigidez dos homens. Uma incrível demanda latente! Para atender plenamente as necessidades de suas clientes, Gepetto criou sua obra prima: “Pinóquio, o boneco de PAU!”. Como a maior parte de suas clientes eram mulheres com uma certa dificuldade de conseguir homens devido a sua aparência pouco interessante e atrativa, Gepetto desenvolveu uma tecnologia que fazia com que o membro do boneco crescesse sempre que fosse indagado e tivesse que dar uma resposta mentirosa. Por exemplo, a gorda pegava o boneco e perguntava: “Quem é a mulher mais gostosa do mundo?” Pinóquio respondia: “você!” automaticamente o membro do boneco crescia. Parece que alguns bonecos vieram com um problema de fabricação e, ao invés de crescer o membro o que crescia era o nariz, o que acarretou numa multa violenta para as organizações “Grelo Falante”, pois várias foram as mulheres que ficaram cegas após receberem uma narigada no olho. Parece que a companhia vai promover um recall dos bonecos defeituosos, mas nada foi confirmado até o momento.

A Pequena Sereia – Esse conta de fadas conta a história de Ariel Carlos Cordeiro, um travesti que não aceitava ter nascido no corpo de um homem, pois jurava ter alma de mulher. Ao contrário do que muita gente pensa, Ariel não era uma menina. Diz aí, quantas mulheres você conhece com o nome de Ariel? Os amigos do pai de Ariel ridicularizavam-no, chamando o franzino e delicado rapaz de “Cordeirinho” , em alusão ao sobrenome de sua família. Ariel, inconformado com aquela situação degradante e com a injustiça que a mãe natureza havia lhe imposto, resolveu radicalizar. Como naquela época não existia a cirurgia para mudança de sexo, e Ariel se recusava a olhar para baixo e ver aquela coisa pendurada, resolveu virar uma sereia. Fez um rabo enooooorme com seda javanesa todo bordado com lantejoulas e paetês, e passou a se apresentar para os outros como “A Pequena Sereia”. O pai, inconformado com aquela situação, expulsou o menino(a) de casa. Ariel resolveu mudar o nome para não ser mais encontrado por sua família, passou a chamar-se Edson, mas manteve o sobrenome de seu pai. Parece que virou um famoso cantor lá pelas bandas do Brasil.

A gata borralheira – Era uma vez uma modelo sem graça, pobre e burra. Um dia uma fada apareceu pra ela e disse: “você terá uma chance de sair dessa merda de vida que você leva, eu lhe colocarei no camarim de um astro do rock, e o seu tiro terá que ser certeiro. À meia noite a sua credencial de acesso ao camarim irá virar um escapulário de lata da 25 de março, o Audi que vai te levar até o show vai virar um chevette com a gasolina na reserva, e o teu vestido versace vai virar um conjuntinho de malha da Sul Center Fashion.” Bom, como ela só tinha um tiro, não desperdiçou, engravidou do tal astro do rock, ganha uma bela pensão e ainda foi agraciada com um programa noturno numa rede de televisão de baixa audiência, onde todo mundo acha engraçado o que ela fala.

Tarzan – Essa é a biografia do Serguei, aquele astro do rock que parece um maracujá de gaveta. Defensor e maior propagador do pan-sexualismo, Serguei se envolve com uma macaca graciosa e insaciável chamada Xita. Eles vivem um lindo caso de amor que culmina com a chegada de uma forasteira, a Janis Joplin, carinhosamente apelidade de Jane. Jane estranha o modo de vida do casal pouco ortodoxo, mas logo se acostuma e acaba gostando da brincadeira. Todos vivem sem ciúmes e com total desprendimento emocional, o que não significa falta de amor, pois amor é o que eles mais fazem naquela floresta. O bicho só começa a pegar (no sentido figurado, não no literal), quando Serguei resolve falar por aí que tem um caso com uma árvore. Não que elas fossem contra, mas ficam putas da cara por ele não ter apresentado a árvore para elas.

Bíblia – Esse é um dos meus livros preferidos! Possui a fórmula certa para o sucesso, é um misto de novela das oito com O Senhor dos Anéis. Algo entre Dan Brown, Paulo Coelho e Roberto Schinyashiki. Tem irmão que mata irmão, sexo, traição, intriga, mágica, violência, guerra, sangue, romance, amor, mar que se abre, morto que caminha, monstros e anjos, e uma mensagenzinha auto-ajudo ao fundo, enfim, é sucesso garantido! No começo da história, não se sabe direito quem é o pai do mocinho, mas no decorrer do livro as coisas vão sendo esclarecidas. No fim o mocinho morre tragicamente como todo bom herói, mas volta de maneira triunfal. Aí ele vai embora, mas antes olha para o espectador e diz: EU VOLTAREI! Sensacional!


THE END.

Um comentário:

Manuela Penzlien Medeiros disse...

É Don Chattos, de vez em quando - só para não dar o braço a torcer - você é genial. :)
Será que o "I´ll be back" do Stallone foi inspirado na Bíblia? Hehehe..
Beijos.