quinta-feira, 1 de novembro de 2012

9 Semanas, são tantas emoções...

Nove semanas!

Nosso filhote nem nasceu e já conquistou a primeira promoção da sua carreira, nesta semana deixa de ser embrião e é oficialmente promovido a feto! Algo como deixar de ser estagiário para tornar-se efetivo! Lá dentro, praticamente tudo já está formado. Pâncreas, vesícula, pálpebras, braços, mãos, pés, olhos, ouvidos, e, agora, começa a se formar os órgãos que dirão se minhas previsões foram ou não acertadas. Ali na barriga da mamãe, uma revolução acontece e, neste ponto, o bebê-feto deve estar jogando uma moedinha para o alto para decidir: cara, e esses negocinhos aqui viram ovários; coroa, e guardo os negocinhos num saco ali embaixo. Embora não seja possível sentir, o bebê já se mexe bastante lá dentro, seus músculos estão em acelerado processo de formação e, neste momento, a barriga da mamãe é quase uma rave.
Além das transformações do bebê, as mudanças na mamãe também começam a se tornar perceptivas. Não apenas os enjoos evidenciam a gravidez já comprovada, mas também as calças que antes entravam com a maior facilidade, e agora se recusam a vestir a mamãe mais linda do mundo. A barriguinha, lá embaixo, já percebemos que começou a crescer. Talvez alguém de fora que veja, diga que não tem nada demais. Mas já percebemos uma diferença no formato, na própria consistência, mais durinha (não, não são gases!), cada dia mais linda.

Os enjoos continuam, mas já não com a mesma frequência e poder avassalador de incapacitação. Se antes a Pri ficava totalmente abatida, sem forças para nada, agora já começa a administrar melhor o mal estar, já não fica o dia inteiro ruim, a frequência e intensidade têm sido menores.
Contudo, algo tem aumentado consideravelmente: a sensibilidade! Tanto em determinados pontos que não convém tratar neste espaço, quanto no aspecto emocional.

Já tinha lido a respeito , também, ouvido relatos de amigos que contavam como a mulher fica muito mais emotiva neste período gestacional. A Pri já era naturalmente sensível, delicada em tudo e, bastava uma propaganda de margarina um pouquinho mais elaborada que ela logo ficava com os olhos marejados. Mas agora, meu amigo, agora o negócio foi multiplicado pelo 3.193 apontado no exame de BHCG.
Esses dias reli os textos do meu amigo Adriano Zumbano sobre a expectativa pela chegada da sua Leila, e num dos posts ele relata exatamente esta questão da emoção superlativizada. No relato de Adriano, descrevia que ele acabou sendo mais impactado pela revolução hormonal que ocorria dentro da Fernanda, sua esposa, e o emotivo da relação acabou sendo ele.

Pensei que o mesmo ocorreria comigo e, de fato, estou mais emotivo, mas pouca diferença para como era. Só que agora, estou no supermercado e não posso ver uma criança que começo a sorrir, olhar para ela e ficar dando tchauzinho. Qualquer hora posso ser confundido com algum sequestrador, ou algo que o valha, pois vejo uma criancinha qualquer, chamo a Priscilla e fico apontando.
Mas com a Priscilla, a enxurrada hormonal pegou pesado na hora da emoção. Se antes pouca coisa já bastava para que ela viesse às lágrimas, hoje ela consegue quebrar alguns recordes mundiais de emotivação.

Estávamos dia desses deitados na nossa cama, assistindo a Fátima Bernardes (ok, ok, poderíamos estar fazendo coisa melhor, mas dá um desconto, estamos grávidos, pô...) e minha amada não demorou a se emocionar com o depoimento de um professor sobre suas aluninhas empreendedoras. Ok, era dia das crianças, as meninas eram bonitinhas, o professor foi legal, tudo bem se emocionar. Mas o recorde veio pouco tempo depois.
Após ter se recomposto da crise de choro inicial, minha amada lembrou da emoção que sentiu, e se emocionou por ter ficado emocionada. Começou a chorar dizendo algo como: “como é bonito isso de grávida se emocionar, né?”, e conseguiu a façanha de se emocionar com a própria emoção.

Um recorde, sem sombra de dúvidas um grande recorde!

 


(PS: para não dizer que sou um insensível metido a machão, admito, preciso me segurar quando vejo o DVD "Música de Brinquedo" do Pato Fu, imaginando ir num show com nosso filhote, tenho que dar uma disfarçada, fingir que estou me espreguiçando para que ninguém perceba a lágrimazinha que quer rolar...)

2 comentários:

Priscilla G. R. Mattos disse...

E meu olhos se encheram d'água, que novidade...

Te amamos, seu lindo!

Bruna Rafaella disse...

Ai é tão gostoso de ler, você está tão apaixonado em ser pai, até parece que é você a maãe! Emocionante!Lindo! Fico imaginando você contando os segundos, pesquisando tudo sobre bebês na internet...
Amoo!
Essa felicidade não tem preço!